O escudo (in)visível
Pobre país,agora até a Standard&Poors se deixou de complacências e nos atirou para o lixo.A Eurolândia entrou em convulsões e o seu fim está à vista.Eu também acreditei,há dez anos,que seria possível um Europa mais ou menos próspera,onde Portugal gozaria do estatuto de protegido.Porque mal gerido já me tinha apercebido de que era.
Vejamos responsabilidades:
1995-1999 – Governo PS/Guterres
1999-2002- Governo PS/Guterres ”
2002-2004- PSD/Barroso
2005-2009-PS/Sócrates
2009-2011-PS/Sócrates
2011 (Junho)-2012- PSD/CDS Passos/Portas
Agora façam contas.
Mas o que pretendo adiantar é outra coisa.
O país tem de se preparar para sair do euro,voluntariamente ou não,e voltar ao escudo,o que pode acontecer l0go que a Grécia entre em incumprimento,isto é,em bancarrota.Eu lembro esta inevitabilidade: no dia em que a troika deixar de nos emprestar dinheiro,a partir desse dia,funcionários públicos e reformados apenas terão um mês ou dois de rendimentos.O resto do país esboroa-se.Ainda acabamos como a Gâmbia,mesmo sem a visão catastrofista de Manuela Ferreira Leite e Medina Carreira.
Por conseguinte,não desejando esse fim inglório,socorro-me de um jovem economista português,professor na Faculdade de Economia do Porto,onde foi aluno de o antigo ministro das Finanças Teixeira dos Santos,de triste memória.
Chama-se ele Pedro Cosme Viera,é brejeiro,gosta de brincar, e escreveu um livrinho muito oportuno: «A Festa Acabou»,que li na FNAC.
Este homem está a elaborar um trabalho com o qual vai concorrer a um prémio de 25o mil libras sobre como sair do euro (em que ele nunca acreditou),sem muita dor.
Em linhas gerais,propõe duas medidas com impacto local:
1-Redenominação dos salários a escudos;
2- Re -indexar os contratos de créditos a uma taxa de juro que traduza as condições de financiamento dos bancos portugueses.
O resto fica tudo igual,incluindo os depósitos bancários e as divisas que ficam em euros.
O meus votos são de que ele ganhe o prémio.